Já vou,
mas prometo que volto
do avesso,
sem jeito,
com graça
Sou daquelas que disfarça
esse tipo de sensação
Demoro,
mas volto
encosto
minha pele na tua
pra não poder mais esquecer
Só peço
presente
com cheiro,
textura
e sentimento
Só quero
de você
um girassol
Pra que eu guarde
no fundo da gaveta
e só volte a lembrar
quando decidir limpar
E, num futuro perdido
farei uma faxina
no meu coração
Dessa vez só guardo o que é bom
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
pequenos delitos de amor
Hoje até o sol exagerou
assim não dá
Que vista linda
desse mar
desse céu
desse seu olhar
Nunca sei se tá cansado
admirado
apaixonado
Me vira de ponta cabeça
mais uma vez
Eu lembro bem
do gosto que tem
você
Meu bem,
vem
me encontra
me encanta
me lança
nessa dança admirável
de carinhos no escuro
de delicadeza secreta
de pequenos delitos de amor
assim não dá
Que vista linda
desse mar
desse céu
desse seu olhar
Nunca sei se tá cansado
admirado
apaixonado
Me vira de ponta cabeça
mais uma vez
Eu lembro bem
do gosto que tem
você
Meu bem,
vem
me encontra
me encanta
me lança
nessa dança admirável
de carinhos no escuro
de delicadeza secreta
de pequenos delitos de amor
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
maré alta
Fiquei presa
em cima desse cais
Não me deixa cair
assim
Me encanta com palavras difíceis,
aquelas outras já ficaram batidas demais
Levanta meu astral com gestos sutis,
grandes atuações não enganam mais
Me perdi no meio de tantos barcos,
atraquei por entre as pedras
Olha só o que você fez,
olha só o que eu fiz comigo
Se quiser,
rema contra a maré
Mas não polui o mar
com essas palavras vomitadas
Não sobe aqui, não
que eu vou acabar por me afundar
de vez
de tanta leveza
Abaixa a maré
em cima desse cais
Não me deixa cair
assim
Me encanta com palavras difíceis,
aquelas outras já ficaram batidas demais
Levanta meu astral com gestos sutis,
grandes atuações não enganam mais
Me perdi no meio de tantos barcos,
atraquei por entre as pedras
Olha só o que você fez,
olha só o que eu fiz comigo
Se quiser,
rema contra a maré
Mas não polui o mar
com essas palavras vomitadas
Não sobe aqui, não
que eu vou acabar por me afundar
de vez
de tanta leveza
Abaixa a maré
terça-feira, 19 de agosto de 2014
desperdício de amor
Estamos desperdiçando arrepios,
cometendo pequenos delitos de amor
Estamos estagnados nessa rotina pequena,
com medo de mais um arranhão
Já compramos a passagem de volta,
mas não temos coragem de ir
Então, vai
Eu não quero ter que ir sozinha
E você que me acende desse seu jeito
não solta, não dissolve,
não deixa fluir
Que pena,
meu amor.
Meu coração é grande,
mas meu desejo de liberdade é maior...
cometendo pequenos delitos de amor
Estamos estagnados nessa rotina pequena,
com medo de mais um arranhão
Já compramos a passagem de volta,
mas não temos coragem de ir
Então, vai
Eu não quero ter que ir sozinha
E você que me acende desse seu jeito
não solta, não dissolve,
não deixa fluir
Que pena,
meu amor.
Meu coração é grande,
mas meu desejo de liberdade é maior...
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
chamego dos bons
Quero doses diárias de paixão sem futuro
Do meu jeito vulcânico,
sem sentido e inteiro,
coberto de chamego dos bons.
Descompesado,
inseguro,
extenso e sutil
Com toque
Com beijo
Com cheiro
Com jeito de gente que não sabe gostar
Me deixa
Me beija
Me aqueça
Me esqueça
Mas não me deixa passar
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
sim
(ou a história em verbos da vez em que eu disse sim)
Sou
Quero
Escondo
Admito
Cedo
Beijo
Desejo
Gosto
Conheço
Adoro
Descontrolo
Sinto
Entrego
Sofro
Escondo
Fui.
Sou
Quero
Escondo
Admito
Cedo
Beijo
Desejo
Gosto
Conheço
Adoro
Descontrolo
Sinto
Entrego
Sofro
Escondo
Fui.
não
Não digo nada,
não vejo nada,
não sinto nada.
Ah, não... Não sinto.
Não quero,
não posso,
não preciso.
Se não disfarço,
apresso o passo,
cruzo os braços
e te deixo ir.
E em seguida,
abraço a vida,
danço a alegria
de não ter a sua platéia pra me incomodar
não vejo nada,
não sinto nada.
Ah, não... Não sinto.
Não quero,
não posso,
não preciso.
Se não disfarço,
apresso o passo,
cruzo os braços
e te deixo ir.
E em seguida,
abraço a vida,
danço a alegria
de não ter a sua platéia pra me incomodar
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
agosto com jeito de infinito particular
Que bonito esse tal de amor,
essa coisa leve que ainda não conheci.
Sentimento pesado e volúvel,
essa face indiscreta da complexidade sutil.
Te dou de presente um aperto no peito,
e te peço desculpa se apertar demais.
Sabe como é, já é agosto
e não guardo esse gosto por mais tempo, não.
Até posso dar carinho,
beijo com jeito de infinito particular
Mas só se você prometer
não devolver, nem pensar.
Respeita meu canto sozinho,
meu pedaço de egoísmo
Já que de perto é sempre arriscado demais
essa coisa leve que ainda não conheci.
Sentimento pesado e volúvel,
essa face indiscreta da complexidade sutil.
Te dou de presente um aperto no peito,
e te peço desculpa se apertar demais.
Sabe como é, já é agosto
e não guardo esse gosto por mais tempo, não.
Até posso dar carinho,
beijo com jeito de infinito particular
Mas só se você prometer
não devolver, nem pensar.
Respeita meu canto sozinho,
meu pedaço de egoísmo
Já que de perto é sempre arriscado demais
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